Principais doenças respiratórias em cães e gatos: quando se preocupar?

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Conheça as principais doenças respiratórias em cães e gatos, saiba identificar os sintomas e descubra quando procurar atendimento veterinário.

Seu pet está tossindo ou espirrando?

Assim como os humanos, cães e gatos também podem desenvolver doenças respiratórias. Mudanças bruscas de temperatura, baixa imunidade, contato com animais infectados e ambientes fechados aumentam o risco de infecções.

Embora alguns casos sejam leves, outros podem evoluir rapidamente e comprometer seriamente a saúde do pet se não forem tratados.

Por isso, reconhecer os primeiros sinais faz toda a diferença para um diagnóstico precoce e um tratamento mais eficaz.

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Quais são as principais doenças respiratórias em cães e gatos?

1. Tosse dos Canis (Traqueobronquite Infecciosa Canina)

Conhecida popularmente como “gripe canina”, a Tosse dos Canis é uma doença altamente contagiosa causada por vírus e bactérias.

Ela é muito comum em cães que frequentam:

  • Creches
  • Hotéis para pets
  • Parques
  • Banho e tosa
  • Eventos com grande concentração de animais

Principais sintomas

  • Tosse seca e persistente
  • Engasgos frequentes
  • Espirros
  • Secreção nasal
  • Febre em alguns casos

Na maioria dos cães saudáveis, a recuperação é rápida. Porém, filhotes, idosos e animais imunossuprimidos podem desenvolver pneumonia.

2. Complexo Respiratório Felino (Gripe Felina)

Nos gatos, diversas infecções virais e bacterianas podem causar o chamado Complexo Respiratório Felino.

Os agentes mais comuns são:

  • Herpesvírus Felino
  • Calicivírus Felino

Sintomas

  • Espirros constantes
  • Secreção ocular
  • Nariz escorrendo
  • Falta de apetite
  • Febre
  • Dificuldade para respirar

Filhotes e gatos idosos são os mais vulneráveis.

3. Pneumonia

A pneumonia pode surgir como complicação de outras doenças respiratórias.

Ela provoca inflamação dos pulmões e exige atendimento imediato.

Sintomas

  • Respiração acelerada
  • Tosse intensa
  • Febre
  • Cansaço
  • Falta de apetite
  • Prostração

Quanto antes o tratamento for iniciado, maiores são as chances de recuperação.

4. Síndrome Respiratória dos Braquicefálicos

Raças de focinho curto possuem maior dificuldade para respirar devido à anatomia das vias aéreas.

Entre elas estão:

  • Pug
  • Bulldog Francês
  • Bulldog Inglês
  • Shih-tzu
  • Boston Terrier
  • Pequinês

Durante períodos de frio ou calor intenso, esses pets podem apresentar maior dificuldade respiratória.

Sinais de alerta

  • Respiração muito ruidosa
  • Roncos excessivos
  • Cansaço fácil
  • Intolerância ao exercício
  • Língua arroxeada

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O frio aumenta os problemas respiratórios?

Sim.

Durante o inverno, os pets costumam permanecer mais tempo em ambientes fechados, favorecendo a circulação de vírus e bactérias.

Além disso, a queda da temperatura pode reduzir a imunidade, aumentando o risco de infecções respiratórias.

Os grupos mais vulneráveis são:

  • Filhotes
  • Pets idosos
  • Animais com doenças crônicas
  • Raças braquicefálicas

Quando a tosse ou o espirro deixam de ser normais?

Um espirro isolado ou uma tosse ocasional nem sempre indicam doença.

Porém, procure atendimento veterinário quando os sintomas persistirem por mais de 24 horas ou vierem acompanhados de:

  • Dificuldade para respirar
  • Falta de apetite
  • Febre
  • Apatia
  • Respiração ofegante
  • Secreção nasal ou ocular intensa
  • Tosse constante

Esses sinais podem indicar que a doença está evoluindo.

Como prevenir doenças respiratórias?

Grande parte das doenças respiratórias pode ser evitada com alguns cuidados simples.

✔ Vacinação em dia

As vacinas ajudam a proteger contra diversos agentes respiratórios.

No caso dos cães, a vacina contra Tosse dos Canis pode ser recomendada para animais que convivem com outros cães.

Já os gatos devem manter o protocolo vacinal atualizado para proteção contra os principais vírus respiratórios.

✔ Evite mudanças bruscas de temperatura

Proteja o pet do frio excessivo e das correntes de vento.

✔ Mantenha o ambiente limpo

Boa ventilação e higiene ajudam a reduzir a circulação de agentes infecciosos.

✔ Alimentação equilibrada

Uma boa nutrição fortalece o sistema imunológico.

✔ Check-ups periódicos

Avaliações regulares permitem identificar alterações antes que elas evoluam.

Quando a internação pode ser necessária?

Em alguns casos, especialmente quando há pneumonia, insuficiência respiratória ou infecções mais graves, o pet pode precisar de internação para:

  • Oxigenoterapia
  • Fluidoterapia
  • Administração de medicamentos intravenosos
  • Monitoramento contínuo

Na Popular Pet, contamos com equipe veterinária preparada para oferecer atendimento completo, desde a consulta até a internação quando indicada.

Conclusão

As doenças respiratórias em cães e gatos podem parecer simples no início, mas algumas evoluem rapidamente e exigem tratamento imediato.

Tosse persistente, espirros frequentes, dificuldade para respirar e alterações no comportamento nunca devem ser ignorados.

A prevenção, por meio da vacinação, dos check-ups regulares e do acompanhamento veterinário, continua sendo a melhor forma de proteger quem faz parte da sua família.

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